O dia estava quente demais, o ar parado, abafado, quase apalpável. Henry estava jogando em sua cama, em parte por estar cansado do dia de trabalho, mas também porque a sensação térmica deixava seu corpo mole e emerso em preguiça. Era fim de tarde e o calor insistia em não ir embora. Nada indicava que haveria uma melhora com o cair da noite. Sua cama estava quente demais, como se ela emanasse todo aquele calor. E por mais que desejasse continuar ali curtindo o ócio, ele precisava se refrescar de alguma forma; então se levantou e foi procurar algo extremamente gelado na cozinha. Enquanto tomava um bom gole de refrigerante de cola ouviu o conhecido som de assobio que indicava que alguém tinha enviado uma mensagem pelo aplicativo do smatphone. Deixou a garrafa quase cheia em cima da mesa e foi buscar o Telefone no quarto. Ao olhar a tela notou que era a mensagem de grupo. Nunca sai coisa realmente interessante de mensagens de desconhecidos em grupos de bate papo. Aquela teria de esperar ele terminar seu copo de refrigerante. A mensagem era de uma garota com um nome diferente dos que ele estava acostumado. Era apenas uma saudação mas ele sentiu que valia a pena conversar com ela, então gravou seu número em seus contatos. No decorrer da conversa ele teve certeza que Aquela garota carioca chamada Thaiana valia a pena de verdade. A cada mensagem ele queria saber mais dela. E sentia que ela também estava gostando do papo. Ela em todos sentidos era uma princesa.
Os dias foram passando e a amizade florescendo, em muitos aspectos eles era iguais e complementares de uma forma que eles não conseguiam entender. Um sentimento mais forte que qualquer outro experimentado por ele. A cada dia ele desejava mais estar com ela, sentia falta das conversas, do jeito único que ela usava as palavras, sem pretensão de floreios. O jeito simples dela o encantava demais. Então veio a dúvida em seu coração. Será paixão? Afinal tudo que mais desejava era cuidar dela, proteger dos males do mundo. Estar com ela se tornou o maior sonho!
Mas ela? Parecia sentir bem querer tão forte quanto o dele, no entanto muitas vezes demonstrava estar em outro clima. Pode em uma história escrita a dois ter dois amores? Ele preferia ter a amizade por toda a vida do que tentar outro tipo de amor e perde-la para sempre. Seus dias dependiam dela que era sua maior alegria.
Assim eles iam levando sua vidas a cada dia mais entrelaçadas por um enorme sentimento que não conseguiam entender por completo. Mas dava sentido a seus dias. Eram como Almas gêmeas que se encontraram e não precisavam rotular o sentimento fruto deste encontro. A simples certeza que o outro existia do outro lado enchiam seus peitos de felicidade.
Eles eram assim Almas irmãs... Em efusão de sentimentos.

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