A chegada de
Jonatas e seus amigos a São Paulo foi muito tumultuada, dos jornais da capital
já estavam cientes do acontecido em na Vila da Boa Esperança e muitos
repórteres tinham acampado em frente a casa deles. Depois de driblar os
jornalistas e curiosos eles tiveram que adotar o habito de não sair de casa por
bobagens, apenas pelo estritamente necessário para o funcionamento da rotina
deles. Todas as noticias que tinham da Vila e do andamento das buscas pelos
corpos das vitimas de Lindenberg vinha através dos e-mails e das ligações de
Ian e Tummin. Alguns dias depois de chegarem em casa eles desistiram de ver os
telejornais que estavam explorando massivamente a história de um serial killer
no interior paulista. Foram muitos os convites para darem entrevistas
exclusivas para programas e telejornais, alguns ofereceram pequenas fortunas
pela versão deles dos fatos, mas eles não aceitaram, sempre respondiam com
educação e respeito aos repórteres, mas não queriam fazer uso desta
popularidade para terem algum proveito próprio. Quem estava com o rosto
estampado em todos os folhetins diários e telejornais era o delegado de São
João de Maraca, sempre dando informativos aos membros impressa, é bem verdade
que muitos eram meras repetições dos anteriores, mas ele parecia imensamente
contente de ter passado de um delegado de cidade pequena a um capturador de
assassino em serie. Ele e seus assistentes sempre aproveitavam para aparecer um
pouco e mostrar trabalho.
Quando ainda no
hospital Jonatas foi visitado pelo prefeito de São João acompanhado da esposa,
os pais dos amigos, e pela namorada de Ian, todos eles foram muito gentis e
demonstraram uma enorme gratidão pelo que ele fez. Muitos repórteres pediram
para acompanhar o encontro, mas isso lhes foi recusado enfaticamente por todos.
Os pais de
Jonatas chegaram à cidade na manhã seguinte ao ocorrido, juntamente com os pais
dos amigos dele e depois de constatarem que eles estavam a salvo, deram uma
enorme bronca neles, mas dava para ver no olhar deles o orgulho que sentiam
pelos filhos. E ainda mais quando o prefeito lhes disse que seus filhos iam
receber o titulo de cidadãos de São João de Maraca, além da chave da cidade.
A viagem até o Chalé foi de longe mais
assustadora e inesperada do que eles poderiam imaginar afinal eles foram em
busca uma agradável semana no campo e acabaram se deparando com um psicopata e
muitas provações que os testaram de formas que ninguém merece ser testado. A força
da amizade e a vontade de viver foram decisivas para Jonatas e seus amigos em
todas as situações que passaram. Mesmo nos momentos de maior desespero eles se
deixaram guiar pela chama da amizade. Esta experiência além de lhes trazer
provações inimagináveis a principio, também lhes deu a chance de descobrir e
demostrar uma qualidades e forças que desconheciam ter, sem contar às amizades
que fizeram neste meio tempo. Sempre que penso na historia deles e no que
passaram naqueles dias horríveis questiono a mim mesmo se estou pronto a me
entregar a uma busca por uma amiga sem medir esforços, ou se me entregaria para
ser torturado e ofendido para ajudar novos amigos e tirar um maluco de
circulação. Em dias otimistas juro a mim mesmo que faria estas coisas sem pensar
duas vezes, a primeira parte sempre me parece a mais fácil de fazer, pois tenho
um amor imenso pelos meus amigos, mas a segunda não seria fácil para ninguém.
Mas a verdade e que na maioria das vezes eu chego a conclusão que só sabemos
como agimos diante de uma situação de risco e desespero quando nos deparamos
com ela, podemos até fantasiar que agiríamos com o mesmo altruísmo desprendido
de Jonatas, mas até que realmente estejamos em uma situação assim nunca
saberemos se não agiríamos como o casal que fugiu assustado.
Eu desejei
contar esta história a meus amigos e leitores na esperança que fortaleza nossa
amizade e companheirismo. Vocês que acreditam em minhas palavras e desejo de
expressa-las, que com carinho me dão o parecer de cada história, que esperam
por meus prazos vencidos, eu sei que já devia ter deixado de dar prazos para as
publicações nos blogs, quase nunca os cumpro. As palavras são meu alimento e
vocês a razão de me tornar forte. Este conto é para vocês!

Nenhum comentário:
Postar um comentário